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09 fevereiro 2009

S.O.S Ribeira da Tabua



“ Perigo natural na Ribeira da Tabua põe em risco recursos naturais e futuro económico da freguesia”

Ao entrarmos na Tabua, freguesia do concelho da Ribeira Brava, entramos como que em outro mundo. O tempo parece não passar e as áreas verdes envolventes levam-nos à Madeira predominantemente rural. Até aqui as palavras parecem mostrar-nos um artigo que promete estar cheio de relax e onde não há lugar para o stress.

Contudo, a realidade é outra, e é bem vergonhosa. A Ribeira da Tabua que nasce no norte da ilha e desagua na dita freguesia está completamente poluída e a situação parece não vir a ter melhoramentos. Apesar das várias denúncias publicadas no periódico Diário de Notícias a Câmara municipal está constantemente a cometer o mesmo erro, fechar os olhos perante a situação.

Nas imagens mostra-se o estado da ribeira à altura do Sítio da Terça. Desde máquinas de lavar até latas, passando por um carro em péssimo estado. No entanto, é importante referir que deste curso de água também é distribuído este bem precioso (a água) por outras zonas através das várias levadas. Aqui a situação não é muito diferente, pois até é possível ver roupa interior. Mas se pensa que aqui acabou este desastre, no sentido literal da palavra, ficará surpreendido quando souber que um pouco mais acima, já no Sítio do Cascalho, lugar onde antigamente podiam ser admirados belos terrenos agrícolas, está presente uma sucata.

Os Jovens Repórteres para o Ambiente não critica o facto de aí estar este tipo de estabelecimento, apesar disto também levantar questões com resposta duvidosas, mas sim preocupa-se pelo modo em que ai se encontra a sucata. Em primeiro lugar, não existe nenhum pavimento que evite a infiltração de óleos e substâncias perigosas que contaminam as águas subterrâneas, em segundo lugar está completamente ao ar livre o que ainda vem aumentar mais a possibilidade de infiltração das substâncias anteriormente referidas, em terceiro lugar muita da água que não se infiltra permanece no interior de pneus, algo muito pouco ortodoxo e que vem criar ambientes favoráveis para a procriação do mosquito transmissor da Dengue, e finalmente, o próprio estabelecimento vem corromper a zona à volta, no sentido paisagístico, caracteristicamente verde.


Não é possível esquecer que todos estes factores vêm tornar menos atractivo o roteiro da Levada Nova que nesta freguesia se insere. Tanto para a Ribeira Brava como para a freguesia da Tabua é importantíssimo maximizar os bens que têm, neste caso as potencialidades turísticas que apesar das adversidades têm vindo a manifestar-se nestas zonas.

Numa próxima reportagem iremos informar aquilo que os órgãos competentes afirmam. Todavia, apesar das autoridades estarem a praticar políticas ecológicas erradas e insustentáveis, o futuro está em todos, principalmente em nós, os jovens. Por isso sempre que pensar atirar lixo para qualquer sítio que não seja para um balde próprio para este fim relembre-se deste caso e recorde que o Mundo está nas nossas mãos e a poluição não favorece ninguém.


Sérgio Rodrigues, 11º3.

09 dezembro 2008

A Energia da Biomassa na R.A.M

“A energia da biomassa será uma das alternativas para reduzir a emissão de gases de efeito de estufa na Madeira”


A biomassa é uma das principais fontes de energia endógena da Região Autónoma da Madeira, apesar da sua utilização ter vindo a decrescer, sobretudo na última década.”A afirmação é de Filipe Oliveira, AREAM.

A lenha, utilizada principalmente no sector doméstico e da panificação,é uma alternativa ao combustível e ao gás. Além disso, a lenha é a forma de energia da biomassa mais conhecida e utilizada mas não é apenas a lenha que gera essa energia. No ramo, ainda existe o biogás, o etanol e os briquetes que são os mais comuns.
O biogás provém da metanização dos excrementos dos animais de explorações pecuárias, dos resíduos sólidos e ainda das lamas das ETAR’s e é utilizado não só para a produção eléctrica mas também para gerar calor em caldeiras.
O etanol é um combustível líquido que provém da biomassa vegetal o qual é misturado com combustível (baixa percentagem) para ser aplicado em automóveis. Aquele pode igualmente ser aplicado sem qualquer mistura desde que o motor seja afinado ou então se os motores forem adaptados para tal.
Os briquetes são essencialmente de matéria vegetal. Provém de resíduos de limpezas em floresta (madeiras, ramagens, folhas, etc.), de resíduos agrícolas e da manutenção de jardins. Tudo isto torna possível a criação dos briquetes. Estes apresentam-se como uma alternativa à lenha e até mesmo ao carvão vegetal para uso doméstico ou industrial.
Nas regiões onde é praticada a actividade pecuária, a energia da biomassa faz com que os excrementos resultantes dos animais sejam utilizados o que contribui para que se verifique uma menor poluição das águas residuais descarregadas assim como nas levadas que transportam a água.
Assim, a biomassa é muito importante a nível ecológico, pois reduz o nível de emissões de gases poluentes para a atmosfera, diminuindo desta forma o efeito de estufa. Além do mais, com o incremento da utilização deste tipo de energia torna-se necessário limpar as florestas periodicamente, de modo a conseguir aproveitar madeiras, ramagens e folhas, o que minimiza os riscos de incêndio nas florestas. Em suma, este acto é um bem multifacetado, ou seja, diminui a emissão de gases poluentes, reduz o risco de incêndios e, desta forma, as árvores continuam a emitir oxigénio e a reter o CO2, o que minimiza o risco de derrocadas porque não há desflorestação e a chuva não cai directamente no solo. Dá-nos, portanto, uma energia limpa que é uma alternativa aos combustíveis fósseis.

Jovem Repórter para o Ambiente da Escola Gonçalves Zarco, Funchal.
Lito Fernandes 11º3